viernes, 28 de julio de 2017

LÍVIO CAMPOS - Fotógrafos


Lívio Campos (1956)







 










2000


1998 - CD “Brasil São Outros 500'' - Ação da Cidadania






1992

A concepção da capa do long play (LP) Circuladô é de Caetano.

Ele chegou ao meu estúdio com uma flor de girassol e me pediu para fotografá-la e também o seu rosto.

Fizemos uns 8 a 10 rolos de filmes bitola 120 mm com a camera Hasselblad 6x6cm.
Detalhe: Caetano me solicitou fotografar a flor em close-up. Fizemos várias fotos em ângulos diferentes.

No dia seguinte, com o material fotográfico revelado, marcamos um encontro em sua casa para editarmos as fotos.

Na sala, distribuímos as fotografias no chão.

Caetano, munido de uma tesoura, começou a cortar as fotos retirando um olho de uma e boca de outra foto, jogando-as em cima da fotografia em close de seu rosto, e me perguntou: tem como realizar isso?

Respondi: - Acredito que sim.

Chamamos o diretor de arte da Polygram, Arthur Froés, e ele finalizou o trabalho, que ficou bastante intrigante para a época.

Considero esta capa muito plástica, mas me incomodou um pouco a barba mal feita do Caetano, pois nota-se perfeitamente, por ser em close-up, os pelos na sua boca. Na época não usávamos photoshop e a qualidade da câmera Hasselblad é cruel. Tudo vem à tona.

Levamos umas 4 horas para realizarmos o trabalho e Caetano ficou bastante feliz com o resultado alcançado.

No ano seguinte, a capa de Circuladô e a capa Kindala, de Margareth Menezes, feita em estúdio com o Artista Plástico Pojucam, para minha surpresa, foi indicada para o Prêmio Sharp de Música Brasileira, sendo a de Caetano ganhadora do prêmio de melhor projeto gráfico de capa de disco daquele ano (1992).

Lembro, também, que Caetano ganhou mais dois prêmios: o de melhor cantor e o de melhor disco e senti-me gratificado por ter participado um pouquinho desta conquista.

Lívio Campos


1991








Canecão - Rio de Janeiro



jueves, 27 de julio de 2017

2012 - 10 ANOS DA ORQUESTRA IMPERIAL








Orquestra Imperial 10 anos: Baile dos namorados
Participação especial: Jorge Mautner & Caetano Veloso
Circo Voador (Lapa / Rio de Janeiro)



Festejando 10 Anos da Orquestra Imperial, este show foi realizado em 06 de junho, no Circo Voador, com participações de membros da formação original da Orquestra, como Seu Jorge e Max Sette e Bodão; de fãs de primeira hora, como Caetano Veloso e Jorge Mautner, e de outros talentos, como Gaby Amarantos, Dona Onete e Cibele.

Quem teve a honra de abrir o show foi Dona Onete, veterana cantora do Pará, conhecida como "a diva do carimbó chamegado" (que tem parcerias com as cantoras Aíla e Gaby Amarantos).

Apesar da idade, Dona Onete cantou e agitou o público como se fosse uma garotinha e ainda teve fôlego para voltar mais tarde e participar do show da Orquestra.

Falando em convidados, neste show a OI deve ter batido o recorde de participações especiais em uma só noite: além de Dona Onete, também marcaram presença Gaby Amarantos, Cibelle, Jorge Mautner, Caetano Veloso, Max Sette e o casal Regina Casé e Estevão Ciavatta.



Fotos: Cristina Granato

Caetano Veloso e Gaby Amarantos



Dona Onete e Jorge Mautner

Estevão Ciavatta, Duane e Gaby Amarantos atuam como crooners

Seu Jorge e Gaby Amarantos

Wilson das Neves e Seu Jorge

Eu não peço desculpa


Berna Ceppas, Nina Becker, Thalma de Freitas e Wilson das Neves



Orquestra Imperial celebra dez anos de baile
Pioneira entre as ‘big bands’ contemporâneas, banda lança CD para comemorar a data


Orquestra Imperial lança “Fazendo as pazes com o swing”Gustavo Stephan / Agência O Globo

por Leonardo Lichote
03/10/2012

RIO - Era 2002, a Orquestra Imperial fazia seu terceiro ensaio, preparando-se para estrear no Ballroom. A certa altura, Leo Monteiro, que toca percussão eletrônica na banda, soltou (“Não sei se dessituado ou irônico”, nota o colega Berna Ceppas), referindo-se ao repertório de baile: “Vamos mudar o estilo não, bicho?”

— Leo é notório por falar essas frases perturbadoras, cruas, condensadas — conta Berna, contando que ele batizou o segundo CD da banda, que será lançado nesta quarta-feira no Espaço Tom Jobim, às 20h, com participação de João Donato. — Nosso primeiro CD (“Carnaval só ano que vem”, de 2007) caiu mais para o lado do bolero, do samba-canção. Nesse, buscamos algo mais para cima em matéria de ritmo. Durante as gravações, Leo notou isso e falou: “Fazendo as pazes com o swing, hein, bicho?”

Se há essa diferença entre “Fazendo as pazes com o swing” e o CD anterior, o espírito da banda seguiu inalterado nesses dez anos. Uma década na qual o grupo passou por diversos palcos no Brasil e no mundo, mudanças de integrantes (Seu Jorge saiu, Duani entrou, entre outros), e projetos paralelos mil (na verdade, os trabalhos principais de seus integrantes, que têm na orquestra uma banda B, quase um playground).

— A gente nunca perdeu a leveza, a coisa rejuvenescedora da brincadeira, sem ser tolo — define Berna. — Tem gente que acha que a Orquestra, sob um olhar erudito sobre samba, arranjos, não é tão sofisticada. Mas não damos a mínima para isso.

A experimentação com leveza e ar descompromissado — o primeiro show da Orquestra Imperial começou com “Sem compromisso”, que sobreviveu quase como um lema — talvez tenha sido sua maior contribuição nesses dez anos. Porque se o espírito do grupo é o mesmo de 2002, o mundo que estava à sua volta, não. Eles consolidaram com eficácia e enorme alcance pop as bases da ousadia bem-humorada lançadas antes por bandas mais antigas de seus integrantes, como Acabou La Tequila (Kassin, Leo Monteiro), Los Hermanos (Rodrigo Amarante), Mulheres Q Dizem Sim (Pedro Sá, Domenico Lancellotti) e +2 (Moreno Veloso).

— Os shows têm um caráter de surpresa, nunca se sabe se todos estarão em cena, quem serão os convidados, e as coisas vão se encaixando com um improviso saudável — avalia o produtor Marcio Debellian, correalizador do documentário “Palavra (en)cantada”. — Essa diluição de responsabilidades parece algo favorável para a experimentação, e eles acabam concentrando uma confluência de gêneros e sonoridades, sem soarem pretensiosos.

Debellian chama a atenção também para a irradiação do grupo nos trabalhos de seus integrantes com Vanessa da Mata, Ana Carolina, Mallu Magalhães, Thiago Pethit, Thaís Gullin, Marisa Monte e Caetano Veloso:

— Enfim, eles são muitos. Tá tudo dominado.

Lucas Vasconcellos, do Letuce, também destaca a originalidade da banda:

— A Orquestra trouxe liberdade, fusão, química entre os elementos remotos da MPB e guitarras supermodernas. Fizeram um baile quando geral estava na ressaca de um rockinho — diz, apontando os efeitos disso. — Os mais influenciados foram os artistas de todas as gerações que passaram a chamar os músicos da Orquestra para tocar e reinventaram seus trabalhos. Também a maioria das bandas com formação grande, metais, percussões, como talvez a Orquestra Voadora e o Bloco Cru. O Do Amor também captou muito bem essa mistureba sem preconceitos.

Rubinho Jacobina, da Orquestra, concorda e vai além:

— A Orquestra encorajou todo mundo a partir para grandes formações. E também a escreverem para instrumentos de orquestra, sopros.

A química que Lucas aponta entre o remoto e moderno é menos um movimento voluntário que um caminho natural do trabalho dessa geração (a juventude de Wilson das Neves, de 76 anos, incluída). 

A relação passado-presente, o tráfego livre na linha do tempo atravessa a história da Orquestra e, especialmente, o novo CD — inclusive nas letras, de versos como “Ah, não me entenda errado, eu não quero, não/ Túnel do tempo, perfume roubado em vão”, na insistência da palavra e do sentimento saudade (e da consciência de que o que importa é o hoje, como explicita “Cair na folia”).

A saudade sem peso da Orquestra se reflete também na capa do disco, que estampa uma foto de Nelson Jacobina (integrante do grupo desde a fundação). Morto este ano, vítima de câncer, o músico gravou o disco, apesar das dores — o CD é dedicado a ele. Além do tributo, há na imagem uma carga de síntese do experimentalismo natural, da diversão como mandamento, da afirmação da alegria sobre a tristeza, do encontro anárquico de informações: língua de fora, Jacobina está pintado como o Kiss, mas em tons verde-amarelos e de camisa do Brasil.




2002 - COMPOSITORES PARTICIPAM DE ENCONTRO COM LULA






São Paulo, quinta-feira, 2 de maio de 2002.


QUALQUER COISA

Compositores participam de encontro com Lula no Rio, que foi organizado por Frei Beto

Caetano agora declara que prefere Ciro

MURILO FIUZA DE MELO
DA SUCURSAL DO RIO



Depois de votar em Fernando Henrique Cardoso por duas vezes e declarar apoio a Lula (PT) recentemente, o cantor Caetano Veloso disse ontem à noite que nutre maior simpatia pelo presidenciável do PPS, Ciro Gomes: "Eu sou mais o Ciro mesmo", disse ele pouco antes de participar de um encontro com Lula.

Organizado por Frei Beto, o encontro ocorreu no apartamento do cantor e compositor Gilberto Gil, em São Conrado, e reuniu também Chico Buarque, Djavan, Wagner Tiso, o rapper MV Bill e Paula Lavigne, mulher de Caetano. Lula chegou às 19h30, acompanhado do presidente do PT, José Dirceu.

Apesar de sua simpatia por Ciro, Caetano disse que ainda estava indeciso entre ele, Lula e José Serra (PSDB). Sobre Anthony Garotinho (PSB), ele foi irônico: "Esse eu nem me lembro".

Caetano criticou os relatórios dos bancos de investimento Merryll Linch e Morgan Stanley, que rebaixaram a recomendação para negócios com títulos brasileiros devido ao crescimento de Lula, e citou artigo publicado ontem na Folha em que o colunista Janio de Freitas escreveu que não só Lula, mas também Ciro, Serra e Garotinho não deverão se afinar com os bancos.

Caetano e Gil votaram em Leonel Brizola (PDT) no primeiro turno de 1989. No segundo turno, optaram por Lula contra Fernando Collor de Mello (PRN). Em 1994 e 1998, os dois votaram em Fernando Henrique Cardoso. Em 1994, Gil chegou a visitar FHC em seu apartamento na rua Maranhão, em São Paulo.


No fim de 2001, logo depois de ter equipamentos musicais roubados num assalto no Rio, Caetano declarou voto em Lula, no que foi seguido por Gil. Dias depois, quando o equipamento foi recuperado pela polícia carioca, Caetano disse que, por simpatizar com FHC, estava indeciso.



São Paulo, sexta-feira, 3 de maio de 2002.

EXPRESSO 2002

Lula chama Brizola de "desagregador maior" e ouve dúvidas sobre estabilidade política

Petista pede "aliança cultural" a artistas
PLÍNIO FRAGA
DA REPORTAGEM LOCAL

Da esq. para a dir. Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Lula, Djavan, Wagner Tiso e MV Bill durante encontro no Rio

O pré-candidato petista à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, pediu apoio de artistas para a elaboração do projeto para a área de cultura do partido e pregou uma ampla "aliança cultural, política e econômica" em torno do PT, em encontro de três horas e 25 minutos, anteontem à noite, no Rio, no apartamento do cantor e compositor Gilberto Gil.

No dia em que Fernando Henrique Cardoso advertiu-o para evitar o "salto alto", o petista não fez referências ao presidente. A única crítica foi para o ex-governador do Rio Leonel Brizola (PDT), chamado de "desagregador maior" pelo petista.

O encontro, previsto para as 18h, começou com uma hora e 40 minutos de atraso. Lula lamentou a ausência de Maria Bethânia -que não compareceu por ter compromissos na Bahia- e explicou por que decidiu ser candidato pela quarta vez.
Afirmou que, depois da derrota em 1998, havia "enterrado" seu projeto de disputar a Presidência. Insistiu em que aceitou entrar na disputa porque o partido o indicou. Citou os 86,4% dos votos que teve na prévia petista.

Disse que o PT quer reunir forças para que o brasileiro e o jovem, em particular, revertam a falta de auto-estima e de esperança, apontada como uma das razões da criminalidade. Em casa de baianos, citou como exemplo a contradição entre a bela orla de Salvador e a taxa de criminalidade da região central.

MPB e hip hop
Participaram do encontro -no apartamento de Gil, em São Conrado (zona sul do Rio), no prédio em que morava o presidente João Baptista Figueiredo- 22 pessoas. Além de Gil e a mulher, Flora, estiveram presentes Chico Buarque, Caetano Veloso, Paula Lavigne, Djavan, Wagner Tiso, o rapper MV Bill e o empresário de grupos de hip hop Celso Athayde. Os dois últimos foram levados por Caetano.

Caetano e Gil perguntaram a Lula com que alianças, nos partidos e na sociedade civil, ele pretende governar. Gil, que foi cotado para assumir o Ministério do Meio Ambiente de FHC na reforma de março, acenou com a possibilidade de uma aliança PT-PV, do qual é filiado.

Caetano disse que via um "risco natural" numa eventual vitória de Lula, que seria um voto forte pela mudança, provocando expectativas maiores do que a eleição de qualquer outro. Afirmou que eleição não é revolução e que a expectativa exagerada poderia causar frustração. Chico concordou com essa análise.

Lula respondeu ter consciência dos riscos e disse esperar dificuldades até dentro do PT. Afirmou que, por essa razão, tenta apoio dos mais diversos setores.

Raí para vice
O petista disse que precisava aumentar o apoio feminino à sua candidatura. Em tom de brincadeira, uma das mulheres presentes sugeriu o ex-jogador Raí como candidato a vice.

Não houve pedido de voto nem declaração aberta no encontro, à exceção do empresário Celso Athayde, que disse ver no petista alguém que tem mais chances de entender a fome e a violência, e do rapper Athayde, que classificou a opção Lula como "voto de esperança".

No balanço dos participantes, Caetano e Djavan mostraram-se em dúvida sobre em quem votar. Chico, Gil e Wagner Tiso estão decididos a apoiar Lula.

A pedido de Gil, o presidente do PT, José Dirceu, comentou a proposta de política externa do partido, repetindo que pretende buscar maior independência dos EUA com a conquista de novos mercados. Depois, relatou a política de alianças amplas que tenta articular e traçou um cenário positivo para elas. "O Zé Dirceu é um otimista incorrigível", brincou Lula.



Colaboraram
MÔNICA BERGAMO, colunista da Folha, e
CLAUDIA ANTUNES, da Sucursal do Rio

miércoles, 26 de julio de 2017

2016 - LUCINHA ARAÚJO - 80 anos




24/7/2016


Lucinha Araújo celebra seus 80 anos em grande estilo

Caetano Veloso, Elymar Santos e Mart'nália fizeram apresentação especial


Lucinha Araújo e Marieta Severo - Foto: Cristina Granato

Uma grande festa agitou o Rio na comemoração dos 80 anos de Lucinha Araújo, no Palácio da Cidade, Rio. No local, ela ganhou um abraço especial da amiga Marieta Severo (69), que a interpretou em Cazuza – O Tempo Não Para, de 2004. 

O filme relembra a história do filho da aniversariante, o cantor e compositor Cazuza (1958– 1990). Conhecida também por seus projetos solidários, Lucinha é fundadora da Sociedade Viva Cazuza, que presta assistência a crianças e adolescentes portadores do vírus da aids. 

Ela festejou ainda ao lado da diretora Amora Mautner (41) e de Flora Gil (56), mulher do cantor Gilberto Gil (74). Os convidados se deliciaram com as apresentações de Caetano Veloso (73), Elymar Santos (63) e Mart’Nália (50).




Lucinha Araújo comemora 80 anos entre amigos famosos no Rio. Quem?


O tempo não para! Lucinha Araujo, mãe de Cazuza, ganhou megafesta no Rio de Janeiro nesse sábado, onde comemorou 80 anos ao lado de amigos e familiares. Tudo aconteceu no Palácio da Cidade, em Botafogo, e para festejar com Lucinha, é claro, não poderia faltar música da melhor qualidade. Especialmente para a aniversariante, Caetano Veloso, Mart’nália e Seu Jorge fizeram shows em homenagem à amiga com momentos emocionantes de canções do Cazuza. A noite era só de comemoração, e reuniu um time de peso, como o ministro das Relações Exteriores, José Serra, Flora Gil, a “outra mãe de Cazuza” Marieta Severo, Narcisa Tamborindeguy, Gloria Maria, Paula Lavigne, Amora Mautner, Silvio de Abreu, Gloria Perez e Luiz Calainho entre outros.






Caetano Veloso vindo do show privado que havia feito poucas horas atrás para a marca Hermès

Foto: Cristina Granato





24/7/2016

Com show surpresa de Caetano Veloso, Hermès comanda fim de semana no RJ

A noite desse sábado foi animada no Rio de Janeiro. E o motivo de tanta festa é um só: a abertura da primeira loja da Hermès na cidade, a segunda do Brasil. Instalada num casarão antigo na Rua Garcia D’Ávila, em Ipanema, o espaço ganhou coquetel de abertura e logo em seguida pouco mais de 200 convidados rumaram para um destino que foi mantido em segredo até a última hora: a casa da colecionadora de arte sacra Odaléa Brando Barbosa, no Jardim Botânico.

Por lá, além de um acervo de tirar o fôlego, ainda foi montado uma cenografia tropical das mais exuberantes – obra de Vic Meirelles, que levou um pouco da Mata Atlântica para dentro do salão, mesas e paredes da casa. Se o jantar e toda ambientação já impressionavam, logo após a sobremesa, uma surpresa: Caetano Veloso sobe ao palco improvisado e, no esquema banquinho e violão, solta a voz num pocket show que fez a alegria de todos.